Migração do Laboratório de Informática para Debian Etch

O Laboratório de Informática (LI) lá do Departamento de Engenharia de Teleinformática recebeu um upgrade de memória ram (mem+=512), o que me incentivou a migrar tudo para Debian Etch, deixando finalmente o Sarge e seus softwares já defasados. O Sarge ajudou muito mesmo, mas com o lançamento do Etch há pouco tempo, já estava na hora de fazer o upgrade. Eu é que não estava com tempo livre.

Aproveitei meu último dia de férias e trabalhei direto nessa migração, de um servidor e 13 clientes. O hardware dos clientes não é tão novo (sem boot PXE e muitos drivers de disquetes não confiáveis), o que dificultou a instalação em tantas máquinas. Utilizei apenas um servidor proxy com a iso e com os pacotes que precisei, o que acelerou bastante a reinstalação. Eu estava com muitas idéias para facilitar esta etapa, mas como o tempo era muito reduzido (o laboratório iria reabrir na segunda), tive que optar por algo mais rápido.

Além de todos os serviços estarem em nova versão, a novidade foi que o servidor do laboratório roda em um ambiente virtualizado, facilitando assim sua manutenção, backups e futuras migrações de hardware. Como não dou manutenção na rede do LI, optei pelo VMware Server, uma ferramenta free (mas, infelizmente proprietária) que já uso há bastante tempo (desde que foi lançada, bem como os outros produtos da VMware) e reconhecidamente exige pouca manutenção e sua interface administrativa torna as coisas bem mais simples para o pessoal não tão enraizado no shell.

Aliás, tive um problema que irei reportar nos próximos posts que, com certeza, muitos já devem ter passado e eu nunca lembrei de registrar aqui. Um grande problema que tive foi inserir os usuários do sistema centralizado (NIS) nos grupos locais, para que tivessem acesso aos recursos de hardware das máquinas clientes. Foram várias tentativas: acls, pam, scripting, configurações, mas nenhuma foi consistente. Nos próximos posts falarei mais especificamente das tentativas que fiz.

No final eu tinha duas opções:

  1. Migrar do NIS para o LDAP (com toda sua complexidade), com 3 provas de eletromagnetismo marcadas para os próximos dias;
  2. Desenvolver rapidamente uma solução própria que atendesse meus requisitos sem “ajustes técnicos”;

Obviamente que a palavra em itálico impossibilitou minha escolha pela primeira opção, que é a que eu realmente queria, porém, foi muito interessante desenvolver esta aplicação de centralização de informações de contas de usuários e grupos. Pretendo disponibilizá-la aqui quando estiver em um estágio mais maduro, mas com certeza um dos próximos posts será sobre ela.

Fora os problemas com os grupos, o laboratório ficou excelente com o Etch.

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