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	<title>Comments on: Discussão: O Linux já preparado para o ambiente desktop?</title>
	<link>http://hypercast.info/2007/06/01/discussao-o-linux-ja-preparado-para-o-ambiente-desktop/</link>
	<description>por Líus Fontenelle Carneiro</description>
	<pubDate>Sat, 31 Jul 2010 16:37:28 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.3.3</generator>
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		<title>By: Eduardo Alverne</title>
		<link>http://hypercast.info/2007/06/01/discussao-o-linux-ja-preparado-para-o-ambiente-desktop/#comment-1867</link>
		<dc:creator>Eduardo Alverne</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jul 2007 23:45:11 +0000</pubDate>
		<guid>http://hypercast.info/2007/06/01/discussao-o-linux-ja-preparado-para-o-ambiente-desktop/#comment-1867</guid>
		<description>Vou adicionar mais palha na fogueira: há uns 2 anos minha placa mãe Asus queimou e troquei por uma placa mãe ABIT NF7S-2, chipset nVidia nForce2. Desde então nunca consegui instalar nenhuma distribuição derivada do Debian. 

Assim, fui forçado a testar outras distribuições como o Slackware, o SLAX, o openSUSE e o Vector Linux.

2 Anos eh muito tempo e acabei trocando a fonte e a placa de vídeo GForce FX 5200 por outra idêntica e outra fonte genérica. Como estou de férias e tenho HDs extras, ia testar o método do artigo http://hypercast.info/2007/07/25/instalando-o-ubuntu-direto-de-um-iso-no-hd/ quando (por desencargo de consciência) resolvi testar o kurumin. O susto foi tremendo quando vi que todos os Live-CDs estavam funcionando (Kurumin, Ubuntu, Kalango, etc)

Como é possível que a troca de uma fonte possa permitir ou não que algumas distribuições funcionem ou não no seu PC??? Se a fonte antiga estava com "defeito", porque ela funcionava perfeitamente com o Slackware e com o Windows e com o Debian e derivados não? Existem certas coisas que aparentemente não estão ao alcance do conhecimento de nós, meros mortais.....

É nessas horas que um suporte técnico pago faz falta....</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vou adicionar mais palha na fogueira: há uns 2 anos minha placa mãe Asus queimou e troquei por uma placa mãe ABIT NF7S-2, chipset nVidia nForce2. Desde então nunca consegui instalar nenhuma distribuição derivada do Debian. </p>
<p>Assim, fui forçado a testar outras distribuições como o Slackware, o SLAX, o openSUSE e o Vector Linux.</p>
<p>2 Anos eh muito tempo e acabei trocando a fonte e a placa de vídeo GForce FX 5200 por outra idêntica e outra fonte genérica. Como estou de férias e tenho HDs extras, ia testar o método do artigo <a href="http://hypercast.info/2007/07/25/instalando-o-ubuntu-direto-de-um-iso-no-hd/" rel="nofollow" >http://hypercast.info/2007/07/25/instalando-o-ubuntu-direto-de-um-iso-no-hd/</a> quando (por desencargo de consciência) resolvi testar o kurumin. O susto foi tremendo quando vi que todos os Live-CDs estavam funcionando (Kurumin, Ubuntu, Kalango, etc)</p>
<p>Como é possível que a troca de uma fonte possa permitir ou não que algumas distribuições funcionem ou não no seu PC??? Se a fonte antiga estava com &#8220;defeito&#8221;, porque ela funcionava perfeitamente com o Slackware e com o Windows e com o Debian e derivados não? Existem certas coisas que aparentemente não estão ao alcance do conhecimento de nós, meros mortais&#8230;..</p>
<p>É nessas horas que um suporte técnico pago faz falta&#8230;.</p>
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		<title>By: Eduardo Alverne</title>
		<link>http://hypercast.info/2007/06/01/discussao-o-linux-ja-preparado-para-o-ambiente-desktop/#comment-1391</link>
		<dc:creator>Eduardo Alverne</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jun 2007 14:48:34 +0000</pubDate>
		<guid>http://hypercast.info/2007/06/01/discussao-o-linux-ja-preparado-para-o-ambiente-desktop/#comment-1391</guid>
		<description>Concordo plenamente com Líus Fontenelle no seu texto acima. Mas não acho que um dia o Linux se tornará acessível às massas. As massas leigas e a elite burguesa têm uma óptica completamente diferente da visão dos vanguardistas da TI. Eles não analisam características técnicas e não lhes interessa a filosofia do Software Livre ou o desenvolvimento comunitário. Eles querem adquirir um software proprietário e barato, ou seja, um Sistema Operacional onde você possa ir na loja mais perto de você ou pagar 10 reais pro sobrinho caçula meio hacker pra "dá um jeito" de fazer o PC funcionar... Ou seja: interesse em aprender a manusear o SO (seja ele Windows, Linux ou MAC)--- NENHUM!!! 

Isso não é desmérito para ninguém. Essas pessoas simplesmente não gostam tanto de informática assim e já acham sua vida difícil demais (emprego, filhos, etc) para investir em um hobby que gastará mais tempo e fará (em uma análise superficial e leiga) as mesmas coisas que o Windows faria.

Ainda mais, os PCs comprados de fábrica, como os da DELL vendem a licença da Microsoft a preço de banana. A diferença de preço do Laptop DELL 520 para o 520N é menos de R$100,00. Já vi casos em que a diferença era de menos de R$30,00. Assim, a Microsoft tira o principal argumento das massas: usar o Linux porque é mais barato...



Acredito que as massas tendem a fazer uma opção clássica, mesmo que mais cara financeiramente, para poupar-lhe o esforço de aprender a manusear 2 softwares. Isso não acontece só em PCs. Sempre que pensamos em produtos com firmware (sistema operacional embarcado) haverá uma empresa disparadamente na frente (acima de 90% do mercado). Loucura? Olhe só: Celulares (Nokia), PalmTops (Palm), PCs (Windows), etc... Quem nunca disse na vida:"Que merda de celular difícil de mexer!!! Nunca deveria ter trocado de marca." Okay, se você usa um Siemens C65 você tem razão =]
Mas se você usa qualquer outro, se questione:não foi porque você simplesmente trocou a marca do celular e vai ter que reaprender a utilizar sua interface? 

Se você concordou comigo no parágrafo acima, vai concordar que por mais fácil de utilizar que o Windows seja, um indivíduo qualquer simplesmente não irá utilizar o Linux enquanto as massas não o fizerem. Ou seja: STATUS QUO - As massas só mudarão quando as massas mudarem----nunca acontecerá! Claro que existem outras variáveis e meu argumento é extremamente exagerado e simplista. Mas deixa patente a inércia que as sociedades ocidentais possuem quando o assunto é mudar algo que sempre funcionou para elas. Apostar no duvidoso...

Mas...

Infelizmente na data em que vos escrevo considero utilizar o Linux infinitamente mais difícil que o Windows. Aí as pespectivas de adoção do Linux caem assusdadoramente.
Como este post só se refere às elites burguesas e às massas leigas, o segmento restante (vanguardistas da Tecnologia) fica imune à essas leis do mercado capitalista. Aí temos o Linux enclausurado em um segmento restrito da sociedade, embora conte com a simpatia (e nada mais) de muita gente... 

E não acho que isso é uma desvantegem. Simplesmente prova que os interesses das duas categorias são diferentes e que, por isso, devem ter a opção de fazer as coisas do seu jeito. Qual é o problema em admitir que o Linux não será o SO mais popular do mundo? Se nossos conceitos são tão diferentes, porque deveria achar que os leigos deveriam utilizar o mesmo software que eu? Minhas necessidades e aspirações são diferentes... Logo optei por não utilizar o Windows como meu Sistema Operacional principal... Mas vou respeitar aquelas pessoas que não fizeram tal opção. Afinal, onde está a liberdade de escolha?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo plenamente com Líus Fontenelle no seu texto acima. Mas não acho que um dia o Linux se tornará acessível às massas. As massas leigas e a elite burguesa têm uma óptica completamente diferente da visão dos vanguardistas da TI. Eles não analisam características técnicas e não lhes interessa a filosofia do Software Livre ou o desenvolvimento comunitário. Eles querem adquirir um software proprietário e barato, ou seja, um Sistema Operacional onde você possa ir na loja mais perto de você ou pagar 10 reais pro sobrinho caçula meio hacker pra &#8220;dá um jeito&#8221; de fazer o PC funcionar&#8230; Ou seja: interesse em aprender a manusear o SO (seja ele Windows, Linux ou MAC)&#8212; NENHUM!!! </p>
<p>Isso não é desmérito para ninguém. Essas pessoas simplesmente não gostam tanto de informática assim e já acham sua vida difícil demais (emprego, filhos, etc) para investir em um hobby que gastará mais tempo e fará (em uma análise superficial e leiga) as mesmas coisas que o Windows faria.</p>
<p>Ainda mais, os PCs comprados de fábrica, como os da DELL vendem a licença da Microsoft a preço de banana. A diferença de preço do Laptop DELL 520 para o 520N é menos de R$100,00. Já vi casos em que a diferença era de menos de R$30,00. Assim, a Microsoft tira o principal argumento das massas: usar o Linux porque é mais barato&#8230;</p>
<p>Acredito que as massas tendem a fazer uma opção clássica, mesmo que mais cara financeiramente, para poupar-lhe o esforço de aprender a manusear 2 softwares. Isso não acontece só em PCs. Sempre que pensamos em produtos com firmware (sistema operacional embarcado) haverá uma empresa disparadamente na frente (acima de 90% do mercado). Loucura? Olhe só: Celulares (Nokia), PalmTops (Palm), PCs (Windows), etc&#8230; Quem nunca disse na vida:&#8221;Que merda de celular difícil de mexer!!! Nunca deveria ter trocado de marca.&#8221; Okay, se você usa um Siemens C65 você tem razão =]<br />
Mas se você usa qualquer outro, se questione:não foi porque você simplesmente trocou a marca do celular e vai ter que reaprender a utilizar sua interface? </p>
<p>Se você concordou comigo no parágrafo acima, vai concordar que por mais fácil de utilizar que o Windows seja, um indivíduo qualquer simplesmente não irá utilizar o Linux enquanto as massas não o fizerem. Ou seja: STATUS QUO - As massas só mudarão quando as massas mudarem&#8212;-nunca acontecerá! Claro que existem outras variáveis e meu argumento é extremamente exagerado e simplista. Mas deixa patente a inércia que as sociedades ocidentais possuem quando o assunto é mudar algo que sempre funcionou para elas. Apostar no duvidoso&#8230;</p>
<p>Mas&#8230;</p>
<p>Infelizmente na data em que vos escrevo considero utilizar o Linux infinitamente mais difícil que o Windows. Aí as pespectivas de adoção do Linux caem assusdadoramente.<br />
Como este post só se refere às elites burguesas e às massas leigas, o segmento restante (vanguardistas da Tecnologia) fica imune à essas leis do mercado capitalista. Aí temos o Linux enclausurado em um segmento restrito da sociedade, embora conte com a simpatia (e nada mais) de muita gente&#8230; </p>
<p>E não acho que isso é uma desvantegem. Simplesmente prova que os interesses das duas categorias são diferentes e que, por isso, devem ter a opção de fazer as coisas do seu jeito. Qual é o problema em admitir que o Linux não será o SO mais popular do mundo? Se nossos conceitos são tão diferentes, porque deveria achar que os leigos deveriam utilizar o mesmo software que eu? Minhas necessidades e aspirações são diferentes&#8230; Logo optei por não utilizar o Windows como meu Sistema Operacional principal&#8230; Mas vou respeitar aquelas pessoas que não fizeram tal opção. Afinal, onde está a liberdade de escolha?</p>
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	<item>
		<title>By: Líus</title>
		<link>http://hypercast.info/2007/06/01/discussao-o-linux-ja-preparado-para-o-ambiente-desktop/#comment-1376</link>
		<dc:creator>Líus</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jun 2007 11:06:41 +0000</pubDate>
		<guid>http://hypercast.info/2007/06/01/discussao-o-linux-ja-preparado-para-o-ambiente-desktop/#comment-1376</guid>
		<description>Olá Alexandre! Obrigado por ter contribuído com nossa discussão compartilhando sua experiência. Acho que seu caso, assim como da imensa maioria dos usuários finais, encaixa-se na categoria de pessoas que querem usar o Linux como sistema operacional mas não querem gastar dias ou semanas para configurá-lo adequadamente.

Resolver os problemas sozinho é bastante complicado. A comunidade de usuários em geral é bastante receptiva e ajuda realmente a resolver muitos problemas, mas é preciso se dedicar um pouco para encontrar as soluções. Essa dedicação é um requisito para a mudança de sistema operacional, e sempre será, como todas as mudanças na vida, não só de software.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Alexandre! Obrigado por ter contribuído com nossa discussão compartilhando sua experiência. Acho que seu caso, assim como da imensa maioria dos usuários finais, encaixa-se na categoria de pessoas que querem usar o Linux como sistema operacional mas não querem gastar dias ou semanas para configurá-lo adequadamente.</p>
<p>Resolver os problemas sozinho é bastante complicado. A comunidade de usuários em geral é bastante receptiva e ajuda realmente a resolver muitos problemas, mas é preciso se dedicar um pouco para encontrar as soluções. Essa dedicação é um requisito para a mudança de sistema operacional, e sempre será, como todas as mudanças na vida, não só de software.</p>
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	<item>
		<title>By: Alexandre Luckenzy</title>
		<link>http://hypercast.info/2007/06/01/discussao-o-linux-ja-preparado-para-o-ambiente-desktop/#comment-1350</link>
		<dc:creator>Alexandre Luckenzy</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jun 2007 21:23:34 +0000</pubDate>
		<guid>http://hypercast.info/2007/06/01/discussao-o-linux-ja-preparado-para-o-ambiente-desktop/#comment-1350</guid>
		<description>Olá Thyago e Fernando!

Aqui quem fala é Alexandre Luckenzy, 26, um ex-usuário de Linux (Ubuntu 7.04)
Gostaria de compartilhar a minha experiência sobre sistemas Livres que - com certeza - muitos já passaram para ajudar a explicar a dificuldade de um usuário tem ao migrar pára o Linux. 

Hoje estou usando um Windows XP obrigatoriamente por motivo de força maiores que não pude aguentar (e muitos erros que não soube resolver), mas eu aprendí a gostar de Linux mesmo. 
No meu caso, foi porque realmente tive uma experiência com o Software Livre, simplesmente porque eu não precisava instalar cracker ou seriais como era de costume (sejamos francos) e amava fazer Customização de todo o sistema de forma livre... Falando a verdade, eu tenho muitas saudades do "marronzão".

Foi o único sistema que instalei e usei intensamente do Linux, verdade que eu tive apenas alguns meses de uso e foi muito bom. Mas por causa de uma dessas customizações - tentando configurar o 3D/Beryl no desktop - deu pau no Kernel, deu tela preta do 'panic' e não entrava mais no sistema. E eu como não sei mexer com linhas de comandos nem em terminais e genéricos de cór como todos vocês, a unica solução foi formatar e começar tudo novamente.

Por isso entendo o Sr. Fernando Lincoln. Acho que ele sentiu na pele (como eu e tantos outros) o problema de um software difícil de sacar.
Ele tirou as palavras da minha boca: 
   "Todos dando receitas bisonhas de códigos complexos que ninguém - menos a pessoa que postou - sabem para onde vai levar", e, depois disso, se deu algum problema no sistema ou kernel e você não sabe como resolver, morre afogado.

Concordo que pode ser muito bom uma diversificação de projetos feito pela comunidade na área de software livre, com vários projetos paralelos para o crescimento do leque de escolha do usuário, mas este padrão no qual nós - usuários de Windows e muitos que há de migrar - não conseguem entender ou no mínimo compreender, tendo uma experiência difícil e traumática, um exemplo bastante conhecido são das linhas de comando e quando elas não dão certo. 

Um indivíduo que usava windows obrigado a usar linhas de comando sempre se pergunta: "Porque eles ainda usam esse estilo de instalação sem noção? .exe é muito mais fácil!" 
E quando se dá conta que só no computador dele dá este problema e não dos outros, ele percebe um tempo depois que o mesmo código pode dar certo para uns e não para os outros - como descreveu o Fernando.

Um exemplo é instalação do messenger aMSN, que no outro Sistema se pede simplesmente um duplo-click no Setup para instalação sem prolemas. Aqui nós nos pegamos várias vezes obrigados a entrar em foruns e mais foruns porque a instalação não dava realmente certo. O jeito era mesmo copiar estas "receitas" que poucos entendem. Nos blogs é normal  falarem de tais " Jeitos Fáceis de Compilação" das formas X, Y e Z.

Compilação? Não sei o que é e nunca ví ninguém explicar o que é uma "Compilação" de um software ou sistema. Na verdade eu nunca entendi este esquema de Usuário Root e talz, senha de administrador. E quando mais explicavam sobre isso, menos entendia.
Coisas que eu nunca precisei usar no Windows.

Desisti desta forma de manipulação do Sistema.
O que nos salva são os repositórios pré-configurados, o clique-e-arraste, o duplo-click num pacote '.deb'e quando alguém explica muito bem um andamento detalhado de um processo.
 
A Mudança de volta para o Windows foi por causa do de alguma configuração mal feita que deu pau Kernel Panic, fazendo eu formatar o HD e perder mais uma vez tudo o que tinha. 
Mas muitos aqui na minha casa não se acostumaram, não gostaram do Linux por ser estranho para o trabalho, e não pude mais instalar o Ubuntu novamente.

Desculpem a mão pesada... tenho problema de deixar uma explicação bem clara! 
Abraços a todos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Thyago e Fernando!</p>
<p>Aqui quem fala é Alexandre Luckenzy, 26, um ex-usuário de Linux (Ubuntu 7.04)<br />
Gostaria de compartilhar a minha experiência sobre sistemas Livres que - com certeza - muitos já passaram para ajudar a explicar a dificuldade de um usuário tem ao migrar pára o Linux. </p>
<p>Hoje estou usando um Windows XP obrigatoriamente por motivo de força maiores que não pude aguentar (e muitos erros que não soube resolver), mas eu aprendí a gostar de Linux mesmo.<br />
No meu caso, foi porque realmente tive uma experiência com o Software Livre, simplesmente porque eu não precisava instalar cracker ou seriais como era de costume (sejamos francos) e amava fazer Customização de todo o sistema de forma livre&#8230; Falando a verdade, eu tenho muitas saudades do &#8220;marronzão&#8221;.</p>
<p>Foi o único sistema que instalei e usei intensamente do Linux, verdade que eu tive apenas alguns meses de uso e foi muito bom. Mas por causa de uma dessas customizações - tentando configurar o 3D/Beryl no desktop - deu pau no Kernel, deu tela preta do &#8216;panic&#8217; e não entrava mais no sistema. E eu como não sei mexer com linhas de comandos nem em terminais e genéricos de cór como todos vocês, a unica solução foi formatar e começar tudo novamente.</p>
<p>Por isso entendo o Sr. Fernando Lincoln. Acho que ele sentiu na pele (como eu e tantos outros) o problema de um software difícil de sacar.<br />
Ele tirou as palavras da minha boca:<br />
   &#8220;Todos dando receitas bisonhas de códigos complexos que ninguém - menos a pessoa que postou - sabem para onde vai levar&#8221;, e, depois disso, se deu algum problema no sistema ou kernel e você não sabe como resolver, morre afogado.</p>
<p>Concordo que pode ser muito bom uma diversificação de projetos feito pela comunidade na área de software livre, com vários projetos paralelos para o crescimento do leque de escolha do usuário, mas este padrão no qual nós - usuários de Windows e muitos que há de migrar - não conseguem entender ou no mínimo compreender, tendo uma experiência difícil e traumática, um exemplo bastante conhecido são das linhas de comando e quando elas não dão certo. </p>
<p>Um indivíduo que usava windows obrigado a usar linhas de comando sempre se pergunta: &#8220;Porque eles ainda usam esse estilo de instalação sem noção? .exe é muito mais fácil!&#8221;<br />
E quando se dá conta que só no computador dele dá este problema e não dos outros, ele percebe um tempo depois que o mesmo código pode dar certo para uns e não para os outros - como descreveu o Fernando.</p>
<p>Um exemplo é instalação do messenger aMSN, que no outro Sistema se pede simplesmente um duplo-click no Setup para instalação sem prolemas. Aqui nós nos pegamos várias vezes obrigados a entrar em foruns e mais foruns porque a instalação não dava realmente certo. O jeito era mesmo copiar estas &#8220;receitas&#8221; que poucos entendem. Nos blogs é normal  falarem de tais &#8221; Jeitos Fáceis de Compilação&#8221; das formas X, Y e Z.</p>
<p>Compilação? Não sei o que é e nunca ví ninguém explicar o que é uma &#8220;Compilação&#8221; de um software ou sistema. Na verdade eu nunca entendi este esquema de Usuário Root e talz, senha de administrador. E quando mais explicavam sobre isso, menos entendia.<br />
Coisas que eu nunca precisei usar no Windows.</p>
<p>Desisti desta forma de manipulação do Sistema.<br />
O que nos salva são os repositórios pré-configurados, o clique-e-arraste, o duplo-click num pacote &#8216;.deb&#8217;e quando alguém explica muito bem um andamento detalhado de um processo.</p>
<p>A Mudança de volta para o Windows foi por causa do de alguma configuração mal feita que deu pau Kernel Panic, fazendo eu formatar o HD e perder mais uma vez tudo o que tinha.<br />
Mas muitos aqui na minha casa não se acostumaram, não gostaram do Linux por ser estranho para o trabalho, e não pude mais instalar o Ubuntu novamente.</p>
<p>Desculpem a mão pesada&#8230; tenho problema de deixar uma explicação bem clara!<br />
Abraços a todos.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Thyago</title>
		<link>http://hypercast.info/2007/06/01/discussao-o-linux-ja-preparado-para-o-ambiente-desktop/#comment-1269</link>
		<dc:creator>Thyago</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Jun 2007 19:55:22 +0000</pubDate>
		<guid>http://hypercast.info/2007/06/01/discussao-o-linux-ja-preparado-para-o-ambiente-desktop/#comment-1269</guid>
		<description>Não acho a incompatibilidade com hardware o maior problema. Acho a desorganização. Você não sabe onde configura nada, foi um inferno fazer o ubuntu(que nao uso mais) e o debian(que uso) usar minha placa pci de audio como primaria ao invez da onboard. No fedora core pelo menos você tem opção pra configurar(acho que é um programa que chama system-config-soundcard). E isso é so o começo! O motivo de o linux ter se tornado meu sistema secundario(OS X 14.9 é o primario e winxp/sp2 o terceiro) é que todas distribuições que eu usei quando eu instalava o básico: mono, scim, codecs, beryl/emerald, gcc, codecblocks e etc alguma coisa deliberadamente parava de funcionar como problemas de acentos em aplicativos KDE ou congelamento no caso de um codec de video. [testei 7 distros]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não acho a incompatibilidade com hardware o maior problema. Acho a desorganização. Você não sabe onde configura nada, foi um inferno fazer o ubuntu(que nao uso mais) e o debian(que uso) usar minha placa pci de audio como primaria ao invez da onboard. No fedora core pelo menos você tem opção pra configurar(acho que é um programa que chama system-config-soundcard). E isso é so o começo! O motivo de o linux ter se tornado meu sistema secundario(OS X 14.9 é o primario e winxp/sp2 o terceiro) é que todas distribuições que eu usei quando eu instalava o básico: mono, scim, codecs, beryl/emerald, gcc, codecblocks e etc alguma coisa deliberadamente parava de funcionar como problemas de acentos em aplicativos KDE ou congelamento no caso de um codec de video. [testei 7 distros]</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Fernando Lincoln</title>
		<link>http://hypercast.info/2007/06/01/discussao-o-linux-ja-preparado-para-o-ambiente-desktop/#comment-1268</link>
		<dc:creator>Fernando Lincoln</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Jun 2007 18:34:00 +0000</pubDate>
		<guid>http://hypercast.info/2007/06/01/discussao-o-linux-ja-preparado-para-o-ambiente-desktop/#comment-1268</guid>
		<description>Oi, Líus!

Puxa, muito obrigado por responder de forma tão atenciosa meu comentário despretensioso. De tudo que você escreveu, reformulei alguma coisa do que pensava antes. Mudei de idéia, por exemplo, quanto ao Linux ainda não estar preparado "para as massas". O argumento dos computadores vendidos já com a configuração "amaciada" realmente é excelente. Sem dúvida, acredito que isso torna o Linux um SO perfeitamente prático para o dia-a-dia das pessoas em geral. Tenho experiência com pessoas que nunca conheceram Ruindows e mexem no Linux no dia-a-dia. E adoram. Pessoas, por exemplo, como os moradores do assentamento de Santana, a 360km de Fortaleza, e que estão isolados 50km de qualquer outra forma de comunicação (minto: eles têm um mambembe telefone comunitário da Oi/Telemar...).

Porém, ainda não consigo compreender o argumento de que as pessoas ainda não estão preparadas para o Linux. Na minha cabeça pouco acostumada, eu não tenho que entender tão a fundo do motor de um carro, para dirigi-lo de forma satisfatória. Sistema Operacional, seja em qual for, é, por definição, um substrato sobre o qual você realiza suas tarefas. E você deve aprender essencialmente a tarefa que deve realizar, e não entender muito do sistema operacional. Na analogia do carro: devo aprender a usar os pedais, sincronizá-los com a marcha, entender o painel de instrumentos. Saber como fazer a manutenção básica ~(óleo, água, pressão dos pneus, etc).

Mas no sistema operacional a meu ver, não preciso saber, em absoluto - seja ele de que origem for, proprietário ou open source - como compilar um kernel, se o próprio sistema me diz que isso não é coisa pra qualquer um - seria algo ainda mais delicado, por exemplo, que um leigo ser obrigado a mexer no Registro de Ruindows -, tanto que exige poderes de administrador, para que o sujeito não faça besteira. 

Se a ATI não faz drivers que prestem para Linux (e eu li muito sobre isso também, por aí), trata-se do segundo maior fabricante de placas de vídeo do mundo. Isso é muito sério. Deveria, pelo menos, ter um driver open source realmente compatível. Mas não tem (aliás, nem sei se pode ter). Minha placa é um modelo lançado em 2005, já devia ter algo decente para ela.

Em resumo, acho sinceramente que o Linux vai chegar lá. Vai ser das massas. E sem obrigar as massas a seguir sua lógica tortuosa de hacker. Já está bem próximo disso. Mas vai fazê-lo aproximando-se das pessoas, como a tecnologia deve ser, e não o contrário. Aos poucos, os carros vão perdendo pedais, vão perdendo o câmbio complexo e o motor vai sendo tão complexamente eletrônico que, quando pifa, não dá mais para um curioso da esquina consertar, como era com o velho fusquinha. Mas os carros estão cada vez mais fáceis de dirigir, pelo menos para as funções básicas. E já vêm configurados de fábrica para a maior parte dos usos. O Linux precisa ser assim. Daí porque eu acho seu argumento dos computadores pré-configurados excelente. Ele não pode obrigar as pessoas a entender sua configuração para usá-lo. Deve, sim, ser altamente configurável (como é). Mas só se o usuário quiser.

Desculpe-me a heresia. Mas ser herético também faz parte de algo que os amantes do open source (e, apesar dos meus argumentos tão "banais", acredite, eu também sou) devem ter.

Valeu!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi, Líus!</p>
<p>Puxa, muito obrigado por responder de forma tão atenciosa meu comentário despretensioso. De tudo que você escreveu, reformulei alguma coisa do que pensava antes. Mudei de idéia, por exemplo, quanto ao Linux ainda não estar preparado &#8220;para as massas&#8221;. O argumento dos computadores vendidos já com a configuração &#8220;amaciada&#8221; realmente é excelente. Sem dúvida, acredito que isso torna o Linux um SO perfeitamente prático para o dia-a-dia das pessoas em geral. Tenho experiência com pessoas que nunca conheceram Ruindows e mexem no Linux no dia-a-dia. E adoram. Pessoas, por exemplo, como os moradores do assentamento de Santana, a 360km de Fortaleza, e que estão isolados 50km de qualquer outra forma de comunicação (minto: eles têm um mambembe telefone comunitário da Oi/Telemar&#8230;).</p>
<p>Porém, ainda não consigo compreender o argumento de que as pessoas ainda não estão preparadas para o Linux. Na minha cabeça pouco acostumada, eu não tenho que entender tão a fundo do motor de um carro, para dirigi-lo de forma satisfatória. Sistema Operacional, seja em qual for, é, por definição, um substrato sobre o qual você realiza suas tarefas. E você deve aprender essencialmente a tarefa que deve realizar, e não entender muito do sistema operacional. Na analogia do carro: devo aprender a usar os pedais, sincronizá-los com a marcha, entender o painel de instrumentos. Saber como fazer a manutenção básica ~(óleo, água, pressão dos pneus, etc).</p>
<p>Mas no sistema operacional a meu ver, não preciso saber, em absoluto - seja ele de que origem for, proprietário ou open source - como compilar um kernel, se o próprio sistema me diz que isso não é coisa pra qualquer um - seria algo ainda mais delicado, por exemplo, que um leigo ser obrigado a mexer no Registro de Ruindows -, tanto que exige poderes de administrador, para que o sujeito não faça besteira. </p>
<p>Se a ATI não faz drivers que prestem para Linux (e eu li muito sobre isso também, por aí), trata-se do segundo maior fabricante de placas de vídeo do mundo. Isso é muito sério. Deveria, pelo menos, ter um driver open source realmente compatível. Mas não tem (aliás, nem sei se pode ter). Minha placa é um modelo lançado em 2005, já devia ter algo decente para ela.</p>
<p>Em resumo, acho sinceramente que o Linux vai chegar lá. Vai ser das massas. E sem obrigar as massas a seguir sua lógica tortuosa de hacker. Já está bem próximo disso. Mas vai fazê-lo aproximando-se das pessoas, como a tecnologia deve ser, e não o contrário. Aos poucos, os carros vão perdendo pedais, vão perdendo o câmbio complexo e o motor vai sendo tão complexamente eletrônico que, quando pifa, não dá mais para um curioso da esquina consertar, como era com o velho fusquinha. Mas os carros estão cada vez mais fáceis de dirigir, pelo menos para as funções básicas. E já vêm configurados de fábrica para a maior parte dos usos. O Linux precisa ser assim. Daí porque eu acho seu argumento dos computadores pré-configurados excelente. Ele não pode obrigar as pessoas a entender sua configuração para usá-lo. Deve, sim, ser altamente configurável (como é). Mas só se o usuário quiser.</p>
<p>Desculpe-me a heresia. Mas ser herético também faz parte de algo que os amantes do open source (e, apesar dos meus argumentos tão &#8220;banais&#8221;, acredite, eu também sou) devem ter.</p>
<p>Valeu!</p>
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